Categoria: Artigos
Data: 24/05/2026
"Os que confiam no Senhor são como o monte Sião, que não se abala, firme para sempre.
Como em redor de Jerusalém estão os montes, assim o Senhor, em derredor do seu povo, desde agora e para sempre.
O cetro dos ímpios não permanecerá sobre a sorte dos justos, para que o justo não estenda a mão à iniquidade.
Faze o bem, Senhor, aos bons e aos retos de coração.
Quanto aos que se desviam para sendas tortuosas, levá-los-á o Senhor juntamente com os malfeitores. Paz sobre Israel!"

Salmos 125

O Reverendo Vailson Nunes conduziu a igreja através da exposição do Salmo 125, um dos conhecidos cânticos de romagem que os peregrinos judeus entoavam a caminho de Jerusalém. Diante de um mundo atual marcado por profundas crises institucionais, políticas e familiares, a pregação trouxe um forte consolo ao direcionar os corações para a soberania de Deus. O primeiro ponto abordado foi a estabilidade eterna daqueles que confiam no Senhor, ilustrada pela firmeza do Monte Sião. O cristão autêntico não vive como a areia movediça que se espalha com o vento, mas permanece firme na graça divina; embora passe por aflições e desertos nesta vida, sua estrutura espiritual não é abalada porque, assim como as montanhas cercam a geografia de Jerusalém, o próprio Deus está ao derredor do Seu povo para guardá-lo eternamente.

No segundo bloco da mensagem, o pregador enfatizou o limite divino estabelecido para o sofrimento e para a opressão. A declaração bíblica de que o cetro da impiedade não permanecerá sobre a herança dos justos mostra que a maldade humana e espiritual possui um teto soberanamente delimitado pelo Pai. Deus governa a história e age com sabedoria pedagógica, permitindo provações para o amadurecimento da igreja, mas providenciando o livramento exato antes que a dor se torne insuportável e leve os fiéis a cederem à iniquidade. Toda essa maravilhosa preservação histórica e espiritual fundamenta-se unicamente nos méritos de Jesus Cristo, o nosso verdadeiro Monte Sião, que suportou o abandono na cruz do Calvário para garantir que os Seus escolhidos jamais fossem desamparados.

Por fim, o sermão destacou a justa retribuição de Deus e a busca pela verdadeira paz na comunidade. O texto bíblico traz uma súplica para que o Senhor faça o bem aos retos de coração — cuja justiça provém da fé — ao mesmo tempo em que adverte solenemente sobre o fim trágico daqueles que apostatam e escolhem caminhos tortuosos. O encerramento da exposição culminou na bênção da paz sobre Israel, que representa o profundo refrigério da nossa reconciliação com o Pai. Fomos exortados a tirar os olhos do tamanho das crises e das forças humanas para fixá-los na fidelidade inabalável do Deus da aliança, avançando para a nova semana com passos firmes, corajosos e convictos de que o Senhor desfaz os laços do inimigo e sustenta as nossas famílias em perfeita segurança.

Sermão completo:

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